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segunda-feira, 19 de novembro de 2012




Levada no canto
 
jogada no centro de um furacão, 
sou parte da tempestade 
a essência da delicadeza no fogo do dragão
que ora teima, ora arde e reparte,
corpo é arte em ebulição,
vulcão que alarda o silêncio 
sou levada sem direção, de repente,
atravesso quente feito bala, sou um
tiro a queima roupa, acerto o impreciso
tudo está escrito no não-dito,
nas ideias que me visto
na contramão do pensamento
ou no instante desatento
em que o pensar vira poesia
e o poeta é, sem saber ser
o eternizador de uma faísca
bela, que desliza no ar
até se apagar e dizer
tudo que precisa.



quarta-feira, 17 de outubro de 2012



Prender o sentimento não é comigo. É coisa de gente muito grande, que costuma conjugar o verbo sentir muito de vezenquando.


Priscila Rôde

Sentir é o verbo mais afetuoso que a vida nos entrega a todo momento e que, muitas vezes, se alimenta de uma espera desatenta e de muito, muito tempo. Que a gente amanheça com um olhar comprido capaz de enxergar as miudezas mais belas da vida e um abraço apertado que nos faz distribuir laços, desmedidos, de vento em vento. 
Tudo o que verte paz, é Divino.
Priscila Rôde

sábado, 14 de abril de 2012


"Felicidade independe de inúmeras circunstâncias para inaugurar recomeços. E eu sou uma mulher de muitos inícios. Então, se nublo, floresço – porque é o que eu faço de mais bonito."

                                                              Priscila Rôde