sábado, 24 de novembro de 2012


“Porque viver é ser. E eu sou, meu Deus do céu, eu sou. Meio desajeitada, meio apressada, meio abusada, mas sou.” 

Fernanda Mello


"Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo, 
Espécie de acessório ou sobressalente próprio, 
Arredores irregulares da minha emoção sincera, 
Sou eu aqui em mim, sou eu. 
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou. 
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma. 
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim."


Álvaro de Campos

quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Para que ?
 viver no modo de remoer 
Pergunto... 
Para que ? 
Não preciso , e nem quero isso.
Nunca necessitei .
Tem muita beleza lá fora.
Eu quero apenas seguir ... 
Independente do que aconteça.
Do que está por vir... 
Eu quero é ver a vida. À pé, se preciso.
Mas eu quero é de cabeça erguida, seguir.
Um dia, se eu tiver que remoer. 
Eu prefiro, sair. Andar, seguir... 
Sempre. 

Juliana Lopes

Esse vazio momentâneo.
Nesse que me perco. 
De tão vazia.  Nada define . Até então, não.
Estou num rio, de melancolia. 
Rio é corrente, corre ... passa depressa.
Mas, eu rio. Mesmo melancólica, eu rio.
Porque riso eu não perco. 
Não desperdiço. 
Conservo. 

Juliana Lopes

segunda-feira, 19 de novembro de 2012




Levada no canto
 
jogada no centro de um furacão, 
sou parte da tempestade 
a essência da delicadeza no fogo do dragão
que ora teima, ora arde e reparte,
corpo é arte em ebulição,
vulcão que alarda o silêncio 
sou levada sem direção, de repente,
atravesso quente feito bala, sou um
tiro a queima roupa, acerto o impreciso
tudo está escrito no não-dito,
nas ideias que me visto
na contramão do pensamento
ou no instante desatento
em que o pensar vira poesia
e o poeta é, sem saber ser
o eternizador de uma faísca
bela, que desliza no ar
até se apagar e dizer
tudo que precisa.



sábado, 17 de novembro de 2012


"Quão incerta se torna a vida humana, se a verdade convencionalmente estabelecida não valer de modo incondicional”

Friedrich Nietzsche URTICÁRIA E ANGIOEDEMA